CONTOS DE MEU PAI
BICHOS DE ITARANTIM
VIAGEM À PÉ FUGINDO DA SECA
Em 1932 em caravana a pé para Macarani próximo a Itarantim. A ilustração abaixo mostra (de cima pra baixo) as cidades de Rui Barbosa, Mundo Novo e Itapetinga
ALEMÃO E A PEIXEIRA
Certa vez meus pais foram convidados para uma festa em Landulfo Alves (Fazenda
Cedro). Estava Lourdes, Raimundo, Bernadete e Alemão. Alemão estava muito
embriagado e com uma peixeira na mão e chamando todo mundo pra “mão grande”,
dando uma de valentão. Raimundo quase que partia pra cima dele pra tomar a faca,
mas tia Lourdes gritava: - Não, Dinho!! Não vá não! Hoje quando ele vê uma
briga nem se aproxima, pois sabe o que é melhor neste momento.
MEDIDAS AGRÁRIAS
Numa das postagens que escrevi sobre medidas agrárias o meu pai citou um dos tios dele que se chamava João (irmão de minha avó paterna). Meu pai lembra que ele fazia tal medida de braça.
ESCOLA DOS TIOS
Ainda hoje existe a Escola Argentina Castelo Branco, na Colônia Landulfo Alves. Meus tios João e Delvani estudaram lá.
ESCOLA DOS TIOS
Ainda hoje existe a Escola Argentina Castelo Branco, na Colônia Landulfo Alves. Meus tios João e Delvani estudaram lá.
MORDIDA DE COBRA
Quando meu pai trabalha na fazenda
de Paulo Martins, ele foi na fazenda do irmão dele, o Brás Martins. Foi
montando num jegue e uma cobra mordeu o animal. O jegue começou a tremer e
morreu na hora. Ele não voltou pelo mesmo caminho pois já sabe que a cobra
costuma ficar no mesmo lugar que atacou. Isso aconteceu em 1962.
CONTOS DE MINHA MÃE
AS QUATRO VAQUINHAS
Quando trabalhavam para o senhor João Marinho numa fazenda em Landulfo Alves, meus pais lembram que haviam quatro vaquinhas com os seguintes nomes: Jardineira, Sukita, Bonitinha e Maís.
POESIA CABELOS BRANCOS
Minha mãe lembra que quando criança recitou com você na escola a poesia Cabelos Brancos (do livro Vida de Criança). rsrs. Talvez você nem se lembre pois eram bem mais nova que ela na época em Conceição do Jacuipe.
PROFESSORA EUNIRA
A professora preferida de minha mãe foi a professora Eunira, que a alfabetizou até a 3ª série primária. Antes de comecar as aulas "nós rezávamos e cantávamos o Hino Nacional e depois sentávamos para dar atencão à aula". A professora ainda orientava para que, quando chegasse qualquer pessoa a turma deveria ficar de pé. A turma era composta por vinte alunos. José Paulo, Antonieta Brita, Maria José Batista, Zélia Uzeda, Bernadina, Arouca Uzeda, Jessié e Margara (irmãos), Maria das Gracas Paim. O livro da 1ª, 2ª e 3ª série primária, que minha mãe utilizou se chamava: "Vida de Crianca". Tinha uma capa dura e era azul; na frente do livro vinha escrito "PORTUGUÊS". Dias de quinta feira a professora fazia desenho com as crianças. Tinha dias de descricão com gravuras (ex.:quadro com uma moca) em que a turma deveria descrever o que vê nele. O namorado da professora se chamava Luis e todo os dia a partir das dez da manhã ia na escola para vê-la. Ele chegava de lambreta. Trazia doces pra ela: refrigerante e caramelos, sendo que os caramelos ela dividia com os alunos. Houve uma aluna que foi trabalhar com Eunira na roça. O apelido dessa menina era Pichita (também da turma de minha mãe).
O DIA DAS MÃES NA ESCOLA
Certa vez, em comemoracao ao Dia das Mães, minha mãe e sua colega Gecie ficaram de apresentar uma homenagem para as presentes. Na apresentacão a colega dela dizia: "Mamãe, por quê tantos cabelos brancos?" e Bernadete respondia: "Cada um deles é um fio de desgosto que você, minha filha, veio me dar". (...). Minha mãe também cantou a música "Flor-mamãe" (música de Agnaldo Timóteo). Após apresentar a música, uma colega, por nome Tereza, filha de Zenaide, disse: "Eita voz bonita danada". Porém a mãe dela a reprendeendeu com um tapa na boa e respondeu: "Você deve dizer: Benza Deus".
ZECA TATU
O personagem Zeca Tatu é um dos mais conhecidos e antigos personagem da literatura brasileira. Minha mãe lembra que a professora já contava história dele. Ela lembra que em uma das histórias a professora conscientizava a turma da escola sobre a saúde, utilizando a história desse homem que junto com o cachorro contraiu amarelão pelo pé.O FANTASMA AZUL
Certo dia, meus pais estava na casa de vozinha. Eles moravam ainda em Landulfo Alves e o fato aconteceu próxima casa do Coronel Silva. Enquanto caminhava minha mãe avistou uma figura estranha que parecia um fantasma. Na verdade parecia um homem todo brilhante. Era um homem todo azul. Ela ficou muito assustada, mas meu pai não viu homem algum e pediu que ela ficasse atrás dela. O lugar era escuro e as luzes eram apenas dos carros que passavam. Isso aconteceu no início dos anos 1970. Quando chegou a casa ela correu para dentro e ascendeu logo o candeeiro de querosene.
O CHUVEIRO DO MEU TIO
Morando na roça, meu tio Edimário um dia resolver fazer um chuveiro com lata...Pegou uma lata pequena de leite em pó e improvisou com um mecanismo que utilizava também tubos. Primeiro ele pegava a água do poço e, na hora do banho, era só utilizar a reserva que estava nesta lata que era toda perfurada por baixo para a saída da água. Só ele usava esse chuveiro já que era o bastante para uma só pessoa.
GUILHERME E O JEGUE
Guilherme era filho de um conhecido da família (acreditasse que eram irmãos por parte de pai). Ele tinha um jegue e o levava para beber água no poco. Porém um dia o animal não queria beber água e ele comecou a bater o jegue dizendo: "beba água meu jeguinho". (...)
PARTE PRA VÊ SE PLESTA!!
Conta minha mãe que quando era pequena, ela, Lêgo e Hilda estava passeando pela manhã em direcão à casa de Dona Pitanga. Tia Hilda viu um côco no chão e ela insistiu para que abrissem o côco mas estava cheio de formiga. Dona Pitanga disse que não prestava pois estava podre mas ela insistiu, dizendo: "parte pra ver se plesta".
A FESTA NO CÉU
*Personagens: O urubú e o jabiti
- O jabuti queria ir pra festa no céu mas não podeia pois não tinha asas. O urubú se ofereceu para levá-lo. O pos nas costas e o levou pra festa. Na volta à terra o jabutí botou defeito no urubú por ele estar muito fedorento. O urubú então bateu asas e deixou o jabutí lá em cima. O jabuti ficou imaginandoi como voltar pra casa. Então resolveu se jogar de lá de cima. Enquanto se aproximava do chão ele via um rochedo e gritada para a pedra: " arreda-te pedra senão eu te parto!!". O rochedo continuou inteiro mas o jabutí se partiu todinho no chão. É por isso que o jabuti tem o casco todo dividido em pedaco. [Esta história minha mãe aprendeu antes da adolescência.
REGIS TÁ CHOCO
Quando meu tio Edmário era ainda criancinha ele estava com minha avó
num comício. O candidato era Regis Pacheco. Quando minha avó falava o nome
desse homem o meu tio não sabia falar direito o nome dele e dizia: Regis “tá
choco”.
EDIMÁRIO E O PADRE
Uma vez um padre passou perto de Edimario. Ele estava vestido com uma
enorme batina. Meu tio viu o religioso e disse pra ele: “Sai pra lá sua p.”. O
padre riu e respondeu: “pois é, realmente estou parecendo mesmo com essa roupa
parecendo o vestido de uma...”.
LOURDES E A SAÚDE
Em 1974 minha tia Lourdes ficou doente de tuberculose meu tio Edimário
a internou no Hospital Santa Terezinha (Caixa D’Água) e lá ficou durante seis meses. De lá foi pra
casa de meu tio mas depois ficou na casa de meus pais. Após algum tempo ela
ficou muito bem de saúde.
O VESTIDO DE 15 ANOS
Diz minha mãe que quando fez 15 anos, minha tia Lourdes deu pra ela um
vestido cor-de-rosa. Também foi essa tia quem deu o primeiro sutiã de minha
mãe.
RIPS E RÁDIO
Conta minha mãe que em maio de 1972 ela estava sozinha em casa com os três meninos na casinha lá em Landulfo Alves. Ela estava na cozinha que dava para a estrada de rodagem. Aparecerem alguns ripes (eram três). Pegavam limão que estava no quintal. Um entrou pela cozinha e dois pela sala. Ela ficou com muito medo. Um deles estava com uma peixeira mas não fizeram mal algum, apesar do susto, Apenas pediram água e papel para enrolar o cigarro. de palha. Já num outro dia apareceu um outro rip que pediu água de cocô pra meu pai e após ter recebido o que pediu ele deu um rádio da marca Zilomag pra meu pai. porém o aparelho não estava funcionando. Só após algum tempo ter consertado.
ANÁLIA DA FAZENDA LAGE
Lembra minha mãe que quando ela era adolescentes (anos 1960) havia uma senhora chamada Dona Anália e que era filha de Dona Nicete, residente na Fazenda Lage (Conceição do Jacuípe). Anália e Catarina foram amigas e também comadres pois minha avó foi madrinha de um dos filhos de Anália, Eulálio Marques (apelidado como Laito). Anália era lavadeira e minha avó era parteira. Minha mãe lembra que Anália usava um ferro de passar roupa onde dentro dele se colocava brasas que eram acendidas com um fole. Ela lavava "roupa de ganho" ou seja, lava e passava por alguns cruzeiros.
A CAVALA
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COMENDO "TARDE".
Certa vez quando minha tia Lourdes era bem pequena minha avó deixou uma panela de carne e foi pegar água na fonte. Lourdes ficou em casa e quando Santinha chegou a menina estava com a panela no colo, sentada no chão e comendo um pedaço de carne. Ela olhou pra Santinha e disse: " - Hum hum "Tantinha" tô comendo "tarne""
LOURDES COM ONZE ANOS
O primeiro marido de Santinha foi Januário e com ele tiveram os filhos (tia) Lourdes e (tio) Edimário. Quando tia Lourdes tinha onze anos (texto incompleto)
COLEGAS DE ESCOLA
A Escola Primitiva da Fazenda Belmonte não sai das lembranças de minha mãe. Praticamente de tudo ela se lembra: a Professora Eunira, o livro didático "Vida de Criança", as homenagens feitas, e também dos colegas de escola: Hosaná, Teresa, Maria das Gracas, Marizete Paim, as irmãs Gesie e Margara, Antônio (de Nair Panta), os irmãos Zélia e Arouca Uzeda, Sabina, Antonieta Brito, Maria Helena e Edivaldo (irmãos da minha mãe), Zé Paulo, e mais duas irmãs da Paraiba. Diz minha mãe que a professora preferia juntar na mesma sala o meninos e as meninas e também não gostava que se chamassem por apelidos mais pelo nome próprio. Espero que esta publicação sirva para reaproximar estas histórias e assim poder reviver bons momentos daquela época.
AIDÊ NAS FOLHAS DE MALICE
Minha mãe lembra que a mãe de Aidê ficou grávida, e disfarçou a gravidez. Quando Aidê nasceu a mãe a jogou numa moita de malice. Porém alguém a salvou. Quando ela cresceu casou-se com Regino e teve um filho chamado Ari. Este mais tarde tornou-se motorista da prefeitura da cidade. (Malice é aquela plantinha que se fecha ao tocarmos).
AMIGA DE INFÂNCIA
Bernadete lembra de uma amiga de infância camada Erotides Marques. Não foram colegas de escola. Seu pais eram conhecidos como Zé de Marques e Neném, seus irmãos eram Francisco e Raimundo. O pai de Erotides era cabeleireiro. Erotiides trabalhavam muito na roça mas também curtia muito carnaval. Certa vez minha tia Lourdes deu a ela um sutiã verde e pra minha mãe deu um rosa.
COMENDO "TARDE".
Certa vez quando minha tia Lourdes era bem pequena minha avó deixou uma panela de carne e foi pegar água na fonte. Lourdes ficou em casa e quando Santinha chegou a menina estava com a panela no colo, sentada no chão e comendo um pedaço de carne. Ela olhou pra Santinha e disse: " - Hum hum "Tantinha" tô comendo "tarne""
LOURDES COM ONZE ANOS
O primeiro marido de Santinha foi Januário e com ele tiveram os filhos (tia) Lourdes e (tio) Edimário. Quando tia Lourdes tinha onze anos (texto incompleto)
COLEGAS DE ESCOLA
A Escola Primitiva da Fazenda Belmonte não sai das lembranças de minha mãe. Praticamente de tudo ela se lembra: a Professora Eunira, o livro didático "Vida de Criança", as homenagens feitas, e também dos colegas de escola: Hosaná, Teresa, Maria das Gracas, Marizete Paim, as irmãs Gesie e Margara, Antônio (de Nair Panta), os irmãos Zélia e Arouca Uzeda, Sabina, Antonieta Brito, Maria Helena e Edivaldo (irmãos da minha mãe), Zé Paulo, e mais duas irmãs da Paraiba. Diz minha mãe que a professora preferia juntar na mesma sala o meninos e as meninas e também não gostava que se chamassem por apelidos mais pelo nome próprio. Espero que esta publicação sirva para reaproximar estas histórias e assim poder reviver bons momentos daquela época.
AIDÊ NAS FOLHAS DE MALICE
Minha mãe lembra que a mãe de Aidê ficou grávida, e disfarçou a gravidez. Quando Aidê nasceu a mãe a jogou numa moita de malice. Porém alguém a salvou. Quando ela cresceu casou-se com Regino e teve um filho chamado Ari. Este mais tarde tornou-se motorista da prefeitura da cidade. (Malice é aquela plantinha que se fecha ao tocarmos).
AMIGA DE INFÂNCIA
Bernadete lembra de uma amiga de infância camada Erotides Marques. Não foram colegas de escola. Seu pais eram conhecidos como Zé de Marques e Neném, seus irmãos eram Francisco e Raimundo. O pai de Erotides era cabeleireiro. Erotiides trabalhavam muito na roça mas também curtia muito carnaval. Certa vez minha tia Lourdes deu a ela um sutiã verde e pra minha mãe deu um rosa.
GRAVETO NOS PÉS
Conta minha mãe que quando Rildo tinha uns três anos de idade, ele brincava sozinho. Certo dia apareceu com graveto nos pés. Ela achou isso muito engraçado e até hoje lembra deste fato. Nessa época ainda moravam em Landulfo Alves.
CONTOS DE CRISTIANE
Minha irmã Cristiane também têm muitas lembranças de nossa antiga casa que fora construída no depois tornou-se nosso quintal. Nesta casa residiram a família de: tia Helena, Gerisvaldo (conhecido como Nêngo), e o meu padrinho Hosano. a casa tinha apenas um grande cômodo.Tinha apenas uma porta e uma janela. O banheiro também ficava lá em cima e era bem simples. Outra casa de suas lembranças é a casa de nossa avó paterna. A antiga casa de nossa avó materna lá em Berimbau também não sai de suas lembranças.
OS ELETRODOMÉSTICO
Cristiane lembra de dois equipamentos da minha tia Lêgo: uma geladeira vermelha da marca Consul e uma televisão preta e branca. Nossa outra tia (Hilda) vinha sempre com seu marido (Gilson) assistir os programas. Mas vinha tarde da noite. Um dos programas preferidos era o "Terça Sem Lei" e "Esquadrão Classe A". Na época,quem tinha televisão p/b tinha apenas a opção de comprar um vidro "colorido" para disfarçar um pouco a cor monótona.