segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Medidas agrárias com meu pai

Como um típico homem do campo, meu pai de vez em quando relembra o que aprendeu quando vivia na zona rural. Durante uma conversa ele me explicou como era medido uma "tarefa" e uma "braça": a primeira medida ele multiplicou 20 cm x 30 cm (= 600 cm) ou seja, 6 metros. Daí pegamos estes 6 metros e somamos mais com 30 metros (fica 36 metros). 36 m x 36 m = 1296 metros quadrado. Ou seja uma tarefa de terra equivale a mil duzentos e noventa e seus metros quadrados. Já a segunda medida (braça) era usada pelos conterrâneos dele ao medir com o braco levantado da maior pessoa que tivesse. "Uma vara" era a distância entre o pé e a ponta dos dedos de uma pessoa de pé e com os bracos levantados. Outra medida usada era o "alquero" (alqueire), mas em alguns lugares do Brasil as medidas não são iguais. 

sábado, 10 de novembro de 2012

Parabéns Alex e Laís

Venho parabenizar através desta postagem o casal Alex e Laís pela linda festa de noivado que aconteceu na noite de ontem. Parentes e amigos dos noivos estavam muito alegres por mais um passo dados pelos dois. Pastores das congregações aos quais participam deram sua mensagem e uma benção especial a esta nova família que está se formando. Também as mães de cada um expressaram os seus desejos de felicidades. Como de costume em festa como esta, o noivo pediu publicamente a mão noiva sob a permissão da mãe dela. Dois casais jovens apresentaram uma linda coreografia que abrilhantou ainda mais a festa. Peçamos a Deus que ilumine a todas as nossas famílias, em especial ao casal Alex e Laís para que sejam sempre unidos no amor de Deus.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Nascimento dos gêmeos (contexto)

CONTEXTO HISTÓRICO
Os gêmeos nasceram durante a Ditadura Militar que foi o período da política brasileira em que os militares governaram o Brasil. Esta época vai de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar. Em 1978 começa a acelerar o processo de redemocratização. O general João Baptista Figueiredo decreta a Lei da Anistia, concedendo o direito de retorno ao Brasil para os políticos, artistas e demais brasileiros exilados e condenados por crimes políticos. A família já residia desde abril de 1975 no bairro de Sussuarana. Quando deu à luz aos gêmeos Renata e Renato, Bernadete tinha 29 anos e Raimundo tinha 34 anos. Nascemos em 29/05/1978, no Hospital Ana Nery. O prefeito em exercício era Manoel Castro. O governador do estado era Antonio Carlos Magalhães e o presidente do país era o general Ernesto Geisel (1974-1979). A população não tinha tanta informação como hoje e como era um período militar e de muita repressão, a população não reivindicava as necessidades mais importantes. Raimundo trabalha de carpinteiro no Comércio e recebia o equivalente a CR$ 64 (Sessenta e quatro Cruzeiros) por hora. Bernadete era dona de casa.Não tinha na casa, água encanada, não havia esgoto, o bairro ainda estava em crescimento e com poucos habitantes e dependia de bairros vizinhos como Pau da Lima e Tancredo Neves para compra de remédios, gás e alimentos. A segurança era precária devido a pouco policiamento. Não houve nenhum fato considerado relevante nesta época em Salvador. A casa tinha 02 cômodos que servia ao mesmo tempo como quarto, sala e cozinha. O banheiro era improvisado com tabuas, do lado de fora. No quintal havia muitos pés de frutas como jaca, carambola, goiaba, mandioca, quiabo e feijão. Sobre as despesas da família, apesar de ter seis crianças em casa os gastos não pesavam muito já que não tinha conta de água (pegava água em fontes vizinhas) e não havia conta de telefone. Os gêmeos nasceram com saúde e foram à grande alegria, pois todos queriam conhecer os gêmeos de Dona Bernadete.

sábado, 22 de setembro de 2012

Desejos estranhos de uma grávida.

Dizem que as mulheres quando estão grávidas costumam ter desejos de comer coisas estranhas e segundo o mito popular, se não for correspondida o bebê pode nascer semelhante ao que a mãe não pode comer ou então fica com a boca aberta por muito tempo como se esperasse alguma coisa. Conta minha mãe que quando ficou grávida de Cristiane e dos filhos gêmeos (eu e Renata) ela teve dois desejos inusitados: o primeiro foi de querer beber gasolina. Nessa época ela ainda morava em Landulfo Alves e quando sentia o cheiro da fumaça dos veículos que passava ali perto ela teve esse desejo, que felizmente não foi realizado. Mas quando estava grávida dos gêmeos ela conseguiu o que queria: comer naftalina. Diz ela que comeu escondido e que as bolinhas derretia na boca. Gracas a Deus os bebês não sofreram nada (senão eu não estaria aqui pra escrever). Pra quem está lendo esta postagem recomendamos não fazer isso de forma alguma pois naftalina é um tipo de veneno pra traças. Apesar de não nascermos alvos e cheirosos como uma naftalina, felizmente viemos ao mundo com muita saúde.  

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Um novo lar

Casa de taipa (Ilustração)
Quando foi comprado o terreno aqui no bairro ainda tinha muito mato no local. Enquanto a casa não estava pronta a família ficou algumas semanas na casa de minha avó. Enquanto isso meu pai limpava a área e colocava cercas para demarcar. Tio Edmário e os demais da família ajudaram nesse trabalho. A primeira casa era de taipa e tinha poucos cômodos, o suficiente para alojar os seis membros da família. Isso foi por volta de 1975. A rua não existia, mas sim uma viela, um caminho improvisado. Tudo era muito simples. No bairro havia ainda muita mata. Tinha um rio (brejo) que quando alagava com a chuva fazia surgir muitos peixes maiores como "mussum" e traíra. O rio maior , que hoje ainda separa Sussuarana de Pau da Lima era usado pelas lavadeiras. Como não não se tinha água encanada a família buscava nos poços dos vizinhos das ruas de baixo. Mesmo após a instalação hidráulica ainda se faltava água e tínhamos que fazer o mesmo percurso. A casa não tinha energia elétrica mas foi devido a ajuda de um vizinho chamado Edvaldo que trouxe este recurso para nós. Lembro que quando se faltava luz, para nós crianças era muito divertido pois criávamos lanternas de lata de leite. E também era curioso para nós, pois, como o bairro tinha muito mato, os vaga-lumes vinha até as casas. E era muitos. Uma vez minha irmã, brincando com uma dessas velas acabou queimando os cabelos. A vida não era fácil mas vivíamos feliz nesta nova casa.    

sábado, 7 de julho de 2012

A origem dos nomes

O nome de uma pessoa é importante tanto para identificação como também expressa o que ela virá a ser. Antigamente se usava o "almanaque" que é uma revista que contém muitas utilidades e entre elas várias dicas de nomes para se registrar o bebê. Aqui vamos entender o por quê foi escolhido o nome dos membros da família. Raimundo - O nome de meu pai é o mesmo nome de seu avô - Raimundo Lopes Marinho - pai de minha avó paterna; Bernadete - o nome de minha mãe foi escolhido pela minha avó através do almanaque. Minha mãe conta que algumas pessoas queriam que o nome dela fosse "Léa" mas minha avó achou mais bonito o nome Bernadete; Jorge - O nome dele foi escolhido por uma moca de Candeias que iria batizá-lo; Roberto - Conta minha mãe que quando estava no cartório de Candeias fazendo o título, ouviu uma mãe chamando o filho que se chamava Roberto. Quando ela ouviu este nome gostou muito e disse a si mesmo que se o bebê que esperava fosse menino colocaria esse mesmo nome; Rildo - O nome do terceiro filho do casal foi escolhido pela madrinha do dele - Maria Raimunda. O nome Rildo também foi devido um jogador da seleção brasileira de mesmo nome; Cristiane - Esse nome foi dado à primeira filha do casal devido o personagem Cristiano (vivido pelo ator Francisco Cuoco) na novela Selva de Pedra (1972-1973); Renata e Renato - Finalmente o nome dos gêmeos foi escolhido pela minha tia Deni. O que muitas vezes me contaram é que nosso nome seria Cosme e Damiana mas o nome escolhido foi este. Espero que tenham gostado de saber. E você? Sabe o por quê de seu nome ser esse que tens? Descubra e conte pra gente. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Primeiros anos juntos...

Quando Jorge nasceu Bernadete morava "sozinha" e tia Lourdes era quem ajudava financeiramente. A casinha onde ela morava era perto de um rio e minha tia sempre gostava de pescar lá. Raimundo trabalhava para o coronel Silva, numa cocheira de porcos. (...) Começaram nessa época a conviverem juntos. Permaneceram em Landulfo Alves de 1966 até 1975. Em 1971 nasceu Roberto, em 1972 nasceu Rildo e em 1973 nasceu a primneira filha do casal, Cristiane. Em 1974 se casaram no cartório de Pirajá. Nesse período Raimundo comprara o terreno aqui no bairro de Sussuarana. Já em Salvador, em 1978 nasceram os gêmeos Renata e Renato.

Começa uma linda história.

Durante o resguardo, minha mãe morou com minha tia Lourdes (esta convivia com Januário). Depois de algum tempo ela foi morar sozinha numa casa próxima. Bem próximo ao Sítio Boa Fé havia um outro sítio de mesmo proprietário e lá trabalhava meu pai, minha avó paterna e alguns de seus irmãos. Por meio de Selvina e tia Lourdes foi que meus pais se conheceram. Meu pai era muito tímido e foi devido a um empurrãozinho de minha avó que ele foi se aproximando de minha mãe.